Apampesp participa de ato contra a Reforma da Previdência estadual na Alesp

As professoras Lucia Cotomacci, 1ª vice-presidente da Apampesp, Rosa Maria Gentil Rossi, 1ª secretária, Sandra Bertoni, conselheira vitalícia, além de associadas da Regional de Santos compareceram ao ato organizado por entidades representativas do funcionalismo público, realizado na tarde desta terça-feira, dia 26 de novembro, na Assembleia Legislativa de São Paulo.

O principal objetivo da mobilização foi pressionar os parlamentares a retirar o regime de urgência e abrir para negociações a proposta de Reforma da Previdência do Estado (PEC 18/2019 e PLC 80/2019). O Governo já deixou claro que NÃO pretende dialogar com a categoria e nem deve abrir qualquer tipo de espaço para tratar de uma Reforma que deverá ser nociva e prejudicial para todos. Os próprios deputados estão sendo pressionados a aprová-la o quanto antes.

Desde ontem, o presidente Cauê Macris tenta convocar o congresso de comissões a fim de agilizar a aprovação do texto, sem emendas, porém até o momento não obteve sucesso. A reunião do Colégio de Líderes realizada na tarde desta terça-feira tinha como um dos objetivos definir o relator do texto na CCJ. O deputado Gilmaci Santos (PRB) foi nomeado relator especial agora à noite e já apresentou seu voto pela rejeição de todas as emendas ao projeto. Sendo assim, o texto fica apto a ser votado já a partir desta quarta-feira, dia 27.

Por volta das 14h, os servidores já lotavam os corredores da Assembleia na tentativa de serem recebidos pelo Colégio de Líderes. Na parte externa da Casa, um grande grupo de servidores ligados, principalmente, à Educação também se manifestava contra a Reforma da Previdência. Outros tantos se dividiam percorrendo os gabinetes na tentativa de convencer os parlamentares a retirarem o pedido de urgência do texto e estabelecerem um canal de negociações com o funcionalismo.

Um novo ato está marcado para a próxima terça-feira, dia 3 de dezembro.

Saiba quais são os principais ataques que a Reforma da Previdência do Estado faz à categoria:

O aumento da alíquota de contribuição previdenciária vai de 11% para 14%.

Aumento da idade mínima para se aposentar: mulheres vão de 55 para, no mínimo, 62 anos; homens de 60 para 65 anos.

A média salarial vai considerar todos os salários desde julho de 1994. O cálculo do benefício será de 60% + 2% a cada ano de contribuição que ultrapassar 20 anos.

A pensão por morte passa a ser paga por cotas: serão pagos apenas 50% mais 10% por dependente; uma viúva sem filhos receberá somente 60% da aposentadoria do servidor que morreu ou do benefício ao qual teria direito.

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