Apampesp participa de debate sobre a importância do ensino na evolução da sociedade

A presidente da Apampesp, professora Walneide Romano, esteve presente no Café Exame Educação, promovido pela revista Exame em parceria com o Senai, no último dia 18 de setembro, no Palácio Tangará, em São Paulo. O evento teve como objetivo debater a importância do ensino na evolução da economia e da sociedade no Brasil, desde a engenharia até a formação básica, incluindo o mundo do marketing e comunicação para as mais diversas áreas que fomentam a indústria.

O diretor de educação e tecnologia da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e diretor geral do Senai, Rafael Lucchesi, fez uma apresentação com o tema “Ensino técnico: aumento da produtividade brasileira”. Ele relembrou que o país teve um processo de industrialização tardia e traçou uma comparação da nossa evolução tecnológica e produtiva em relação a outros países de primeiro mundo. “A educação no Brasil não está no centro da construção da sociedade”, salientou, complementando que ocupamos a 81ª posição no raking global de competitividade.

“A Educação não empurra a produtividade do país. Não há um projeto de base. Nossa produtividade está estagnada há anos. O Brasil precisa de um modelo de educação que favoreça o desenvolvimento social e inserir a educação profissional como projeto de Estado. Avançamos na universalidade do ensino, mas patinamos na qualidade. Em nosso país, a educação profissional atinge apenas 11,1% dos jovens brasileiros. Os países mais bem sucedidos intensificaram a agenda de educação profissional”, completou Lucchesi.

O reitor do Centro Universitário FEI, Prof. Dr. Fábio do Prado, e o gerente-executivo da empresa de automação Festo, Victor Teles, dialogaram sobre o tema “A Inovação Disruptiva no Ensino de Engenharia”.

O encontro se encerrou com o debate “Os desafios da educação básica”. Participaram da discussão a presidente do movimento Todos pela Educação, Priscila Cruz, e o presidente do Instituto Alfa e Beto, João Batista Oliveira. Entre os pontos abordados, os recentes dados do Ideb que apontam uma defasagem histórica na nossa Educação. De acordo com o índice, cinco Estados retrocederam e nenhum alcançou a meta estabelecida no ensino médio. Eles destacaram o fato de países investirem muito na política de primeira infância para ter bons resultados, apontaram para a questão da flexibilização do ensino médio e ampliação da educação integral com fortes investimentos.

“Não adianta ter metas se não se constrói um plano para chegar nestas metas. A Educação brasileira está na UTI e precisa tomar o remédio certo”. A discussão da carreira de professor e a necessidade de excelência na formação também foram discutidas.

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